quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Imigração

Em Portugal a questão ainda nunca foi tão polémica mas por essa Europa fora, a imigração sempre foi das áreas mais complicadas para os partidos da esquerda dita pró Europeia, partidos esses que continuam sem saber como resolver o assunto.  Prova disso são as propostas feitas pelo partido trabalhista Britânico.  Num ambiente de grande dificuldade, em que o partido de extrema direita (UKIP) continua a ganhar eleições parciais, a corrida para ver quem propõe as medidas mais restritivas de acesso aos apoios sociais no Reino Unido por parte de cidadãos Europeus está instalada e eis que o partido trabalhista, parece querer a todo o custo ganhá-la. De facto, a liderança de Ed Milliband não tem sido fácil. O Partido Trabalhista não está bem nas sondagens, a tradição na Grã-Bretanha geralmente indica que um Primeiro Ministro tem por norma ser reconduzido no cargo.  Mas o aumento do UKIP e a hecatombe eleitoral que se avizinha para o partido liberal podem baralhar todos os cenários e isto já para não falar de um sistema eleitoral que pode complicar ainda mais qualquer conta.  Sem saber o que fazer para cessar o êxodo de apoiantes trabalhistas para o UKIP, o partido trabalhista resolveu também ele propor a sua versão de taxa de entrada no Reino Unido. Só que esta aplicar-se-á apenas a Norte Americanos, Canadianos e Australianos que terão que pagar 10 euros por entrada para contribuir para os custos associados aos 1000 novos guardas fronteiriços que Milliband propõe. Mas, Ed Milliband, não se fica por aqui e sugere limitar o acesso a apoios sociais aos cidadãos Europeus, nomeadamente subsidio de desemprego, que os cidadãos europeus só poderão aceder depois de 2 anos no Reino Unido. Vamos ver.  Por este andar, palpita-me que nem Milliband ganhará nem o UKIP irá descer.

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