sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Ainda TAP e privatização

Dados objectivos: desde a fusão da Iberia com o British Airways que o Aeroporto de Barajas, em Madrid, perde uma média de 10820 passageiros por dia. Nos primeiros anos da crise económica, antes da fusão e da criação do grupo IAG, o aeroporto de Madrid teve uma quebra de passageiros na ordem de 1.05 milhões durante esse período (comparação entre 39.15 milhões de passageiros em 2007 e 38.10 milhões em Setembro de 2011). Nos dois anos seguintes, após a fusão, o número de passageiros perdidos no aeroporto de Madrid multiplica-se por 8.  A reestruturação  da empresa, pós fusão, implicou acabar com 25 rotas de médio e longo curso e em milhares de postos de trabalho perdidos. A empresa essa, continua a ter prejuízos e no segundo ano de fusão teve 351 milhões de perdas.  A British por seu lado teve lucros que superaram os 500 milhões. Curiosamente, o saque a que a Iberia está sujeita desde a fusão não é acompanhado pela Vueling, empresa comprada pelo grupo IAG após a fusão e que substitui a Iberia em muitas rotas...Curiosamente, uma empresa low cost...Espera-se que o executivo que tanta pressa tem em vender a TAP acautele estas situações e que o que se passou em Madrid não se vai repetir em Lisboa e o que se está a passar com a Iberia não se vai passar com a TAP...ou então teremos a TAP transformada numa versão Portuguesa da Vueling.

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